quinta-feira, 10 de outubro de 2019

ANTÔNIO LUÍS DA CÂMARA LEAL

ANTÔNIO LUÍS DA CÂMARA LEAL - nasceu em Taubaté a 10 de outubro de 1892. Fez o curso primário com seu pai, frequentando, a seguir, o Colégio S. Luís, de Itu (1902-1903), onde também cursou humanidades (1904-1909). Formado, em 1914, pela Faculdade de Direito de S. Paulo. Foi juiz substituto da primeira turma nomeada em 1922, servindo de 1922 a 1925, quando foi exonerado a pedido. Advogado militante na Capital e em Mogi das Cruzes.
BIBLIOGRAFIA: "Teoria e Prática das Ações," l. S. Paulo, Saraiva, 1922; "Teoria e l. , S. Paulo, Saraiva, Prática das Ações"1922 ; ' 'Do depoimento pessoal", S. Paulo, Saraiva, 1922 ; "Manual elementar de direito civil", S. Paulo, Saraiva, 1930, 3 vols. "Efeitos civis do julgamento criminal", S. Paulo, Saraiva, 1930 ; "Comentários ao Código do Processo Civil e Comercial do Estado Novo", S. Paulo, 1933 ; "Da prescrição e da decadência", S. Paulo, "Código Saraiva, 1939, 464 p. , 14 cm. ; do Processo Civil e Comercial do Estado de S. Paulo comentado", S. Paulo, Saraiva, 5 vols. ; "Comentários ao Código do Processo Penal Brasileiro", Rio, Freitas Bastos, 4 volumes.; "Comentários ao Código do Processo Civil Brasileiro", Rio, Editora "Revista Forense", 5 volumes.




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quarta-feira, 9 de outubro de 2019

JOSÉ CARLOS DO PATROCÍNIO

José Carlos do Patrocínio nasceu em Campos dos Goytacazes (RJ) no dia 9 de outubro de 1853 e morreu no Rio de Janeiro (RJ) no dia 29 de janeiro de 1905 aos 51 anos e hoje comemoramos 166 anos do seu nascimento. Importante farmacêutico, jornalista, escritor, orador e ativista político brasileiro. Destacou-se como uma das figuras mais importantes dos movimentos Abolicionista e Republicano no país cognominado de 'TIGRE DA ABOLIÇÃO'. Foi também idealizador da Guarda Negra, que era formada por negros e ex-escravos. Filho de João Carlos Monteiro (?) vigário da paróquia de Campos dos Goytacazes e orador sacro de reputação na Capela Imperial, com Justina do Espírito Santo (?), uma jovem escrava Mina de quinze anos, cedida ao serviço do cônego por D. Emerenciana Ribeiro do Espírito Santo (?), proprietária da região. Numa homenagem a Alberto Santos Dumont (1873-1932), realizada no Teatro Lírico, quando discursava saudando o inventor, foi acometido de uma hemoptise, sintoma da tuberculose que o vitimou. Faleceu pouco depois aquele que é considerado por seus biógrafos o maior de todos os Jornalistas da abolição.
Obras
1875: Os Ferrões, quinzenário satírico, 10 números, em colaboração com Dermeval Fonseca;
1877: Mota Coqueiro ou A pena de morte, romance;
1879: Os retirantes, romance;
1883: Manifesto da Confederação Abolicionista;
1884: Pedro Espanhol, romance;
1885, 17 de maio: Conferência pública, no Teatro Politeama, em sessão da Confederação Abolicionista;
"Associação Central Emancipadora", 8 boletins.


JOSÉ CARLOS DO PATROCÍNIO
TIGRE DA ABOLIÇÃO

JOSÉ CARLOS DO PATROCÍNIO
TIGRE DA ABOLIÇÃO


ALBERTO SANTOS DUMONT

terça-feira, 8 de outubro de 2019

ANTONIO NOGUEIRA DE SÁ

ANTONIO NOGUEIRA DE SÁ - nasceu em Lorena a 9 de outubro de 1896. Fez o curso Secundário no Ginásio S. Joaquim, de sua cidade natal, e no Colégio Brasil, de Ouro Fino (Minas). Prestou exames parcelados, matriculando-se, em 1930, na Faculdade de Direito de S. Paulo. Colou grau em 1934. Conquistou, durante o curso acadêmico, o prêmio de sociologia "Almeida Júnior", com a monografia "O tipo social paulista". Entrou para o serviço público do Estado, em 1918, tendo sido, de 1916 a 1917, secretário da Prefeitura Municipal de Pindamonhangaba. Serviu, também, no Instituto de Higiene. No antigo Serviço Sanitário e, depois, no Departamento de Saúde fez a sua carreira até atingir o cargo de Consultor Jurídico. Redator dos ' 'Arquivos de Higiene e Saúde Pública", que organizou, e colaborador da "Revista do Arquivo Municipal". Nomeado técnico de administração do Instituto de Administração da Universidade de S. Paulo, aí exerceu a chefia do setor de direito (1946), passando, mais tarde, para as funções de Consultor Jurídico da Secretaria da Fazenda e da Assessoria Técnico-Legislativa, onde já servia em 1947. 

BIBLIOGRAFIA: ''O tipo social paulista", monografia, S. Paulo, 1933; "Direitos fundamentais do funcionário público", S. Paulo, 1933; ''Em prol do funcionalismo público", estudos, S. Paulo, Instituto de Administração, 1934, 79 p. ; "O funcionalismo público no anteprojeto da Constituição Paulista", s. Paulo, 1935 ; 1 'A propósito da competência municipal em matéria sanitária", S. Paulo, Imprensa Oficial, 1936, 305 p., 23x18 cm. ; 'Do controle administrativo sobre as autarquias", S. Paulo, Ed. Leia, 1952.


Quid Carius libello meo?
O que é mais caro para o meu livro?
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segunda-feira, 7 de outubro de 2019

MANUEL VENÂNCIO CAMPOS DA PAZ

Manuel Venâncio Campos da Paz, nasceu em Bananal a 7 de outubro de 1850 e faleceu no Rio de Janeiro a 26 de junho de 1888 aos 38 anos e hoje comemoramos 169 do seu nascimento. Assentou praça a aspirante da guarda-marinha a 26 de fevereiro de 1867. Nomeado guarda-marinha (1871) fez a sua viagem de excursão a Montevidéu na corveta "Baiana". Em 1873, já segundo tenente, viajou nas canhoneiras "Araguari" e "Ipiranga". Assistiu à construção do "Javari" na Europa. Serviu no "Solimões", no "Sete de Setembro" e no "Lima Barreto". Diplomou-se, em 1879, pela Escola Politécnica do Império. Foi então designado para estudar no Velho Mundo o fabrico e uso de torpedos. Era engenheiro geógrafo pela Escola Politécnica, sócio fundador da Sociedade de Geografia do Rio de Janeiro, membro da Society of Telegraph, Engineers e Electricians, de Londres; sócio da Sociedade de Geografia de Lisboa. Colaborou em "Comércio", de Pelotas(RS).
BIBLIOGRAFIA:
"Zulmira", novela, in "Comércio", Pelotas; "Guia prático para montagem e desmontagem do torpedo Whitead", 1884; "Torpedo Whitead", 1886.


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sexta-feira, 4 de outubro de 2019

BETINA MARINO

Betina (Elizabeth) Marino nasceu em Guaratinguetá, no dia 4 de outubro de 1899 e faleceu em Pouso Alegre (Minas Gerais), 13 de dezembro de 1975 aos 76 anos e hoje comemoramos 120 anos do seu nascimento. Ela era filha do imigrante italiano Salvador Marino e da guaratinguetaense Maria Magdalena de Jesus.
Fez o curso primário no Grupo Escolar “Flamínio Lessa” e os preparatórios com Dona Lídia Limongi Neves e Dona Minervina Soares Costa, ingressando na Escola Normal de Guaratinguetá, em 1916, tendo como companheiros de turma, entre outros, Diomar Pereira da Rocha, Joaquim Irineu de Andrade, José de Freitas Guimarães, Dario Rodrigues Leite, Antonio de Tolosa e José Rodrigues Pinto. Iniciou o magistério numa escola isolada no município de Paraibuna. Em Guaratinguetá foi professora de português no Colégio Nossa Senhora do Carmo.
Em 1934, assumiu as cadeiras de Psicologia, Sociologia e História da Educação, na Escola Normal de Guaratinguetá. Foi professora particular de Francês e Português. Poetisa desde a adolescência, nunca deixou de escrever versos. Dotada de memória prodigiosa, registrou em crônicas admiráveis, fatos da vida social de Guaratinguetá nas primeiras décadas do século. Católica fervorosa militou em obras de apostolado e ação social, sendo Terceira Franciscana. Dirigiu durante anos uma obra de assistência social e religiosa aos detentos e manteve em sua casa um serviço de atendimento à pobreza desvalida. Colaborou em todos os jornais de Guaratinguetá, sendo colaboradora permanente do jornal “O Eco”. Escreveu para a revista “Vozes” de Petrópolis, para “Ecos Marianos” de Aparecida e para “Ecos Seráficos” do Rio de Janeiro. Foi membro da União Brasileira de Escritores, do Centro Cultural “Eduardo Prado”, da Sociedade “Frei Galvão” e de outras instituições culturais. Estudiosa da obra de Cecília Meireles (1901-1964), Sully Prodhomme (1839-1907) e Rabindranat Tagore (1861-1941), traduziu versos e analisou poemas.
HOMENAGENS:

-Biblioteca Pública de Guaratinguetá recebeu o seu nome.
-Rua do Parque São Francisco recebeu o seu nome.
CAPA DO LIVRO


[The 100th Anniversary of the Birth of Cecíla Meireles, 1901-1964, type DQO]
CECÍLIA MEIRELES

SULLY PRUDHOMME

RABINDRANAT TAGORE


quinta-feira, 3 de outubro de 2019

PEDRO UZZO

PEDRO UZZO nasceu em Paraibuna/SP no dia 03 de outubro de 1901 e morreu em 1977. Era filho de Nicolau Uzzo e Mariana Justina Uzzo.  Cursou o Grupo Escolar "Dr. Cerqueira César", frequentando, a seguir, o Colégio Arquidiocesano e a Escola Normal Secundária da Capital. Formado pela Escola de Farmácia e Odontologia de Pindamonhangaba. Além de poeta e prosador, era um pintor premiadíssimo. Radicado em Santos, tornou-se membro da Academia Santista de Letras, cadeira nº 01, posse no dia 26 de fevereiro de 1958.. Entre as revistas e jornais em que colaborou, figuram "A Flama", "Brasilidade", "Estrela Azul", "Tribuna", de Santos, e "Diário de S. Paulo", desta capital. Romancista, poeta, cronista, etc. 
Bibliografia: "Penca de aratacas", romance regionalista, S. Paulo, Sociedade Impressora Paulista, 1939, 271 p. 19x13 cm.; com capa e ilustrações do A.; "Suinãs", poesias, S. Paulo, Saraiva, 1948, 187 p., 20x14 cm., com capa do A. e "Malungo"-contos. 
Homenagem:Em Bertioga há uma rua com seu nome.

SUINÃS
1948

MALUNGO
1959



OBRA DE PEDRO UZZO



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terça-feira, 1 de outubro de 2019

JOSÉ GERALDO NOGUEIRA MOUTINHO

José Geraldo Nogueira Moutinho, nasceu em Pindamonhangaba, no dia 7 de setembro de 1933 e faleceu em São Paulo no dia 6 de maio de 1991 aos 57 anos e registramos 86 anos do seu nascimento. Era filho dos portugueses Antônio Alves Mourinho e de Dona Maria da Glória Moutinho, ambos naturais da Vila Real de Traz-os-Montes. Era casado com a socióloga, Jessita Maria Nogueira Moutinho e não tinha filhos. Cursou o antigo Ginásio Estadual de Pindamonhangaba, na década de 40. Cursou a Faculdade de Direito, mas no 40 ano desistiu, como desistiu também do curso universitário de letras clássicas. Desde 1961 foi crítico literário da ' 'Folha de São Paulo" e nela atuou até 1986. Na {área de crítica sua atenção se voltou para a literatura brasileira. Em 1967, publicou uma coletânea de ensaios, "A Procura do Número" (Conselho Estadual de Cultura), que discutia as obras de Jorge de Lima, João Cabral de Melo Neto, Cecilia Meireles e Manuel Bandeira, entre outros. Uma nova compilação, "A Fonte e a Forma" (Imago Editora - RJ), reunindo 50 ensaios dedicados à produção literária brasileira entre 1963 e 1971, foi lançada em 1977. Nogueira Moutinho também é autor de um livro de "Exercitia " (Livraria Duas Cidades - SP), de 1970. No mesmo ano recebeu do governo francês a comenda de "Chevallier des Arts et Lettres" pelos serviços prestados à cultura francesa. José Geraldo Nogueira Moutinho foi um dos mais jovens membros eleitos para a Academia Paulista de Letras, em 1978, quando estava com 44 anos, ocupando a Cadeira de n.º 13. Sua eleição ocorreu aos 15 de setembro de 1977 e sua posse, aos 10 de maio de 1978. Também integrava a diretoria do Museu de Arte Sacra Foi secretário-geral do Conselho Estadual de Cultura e secretário-executivo do CONDEPHAAT (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico) do Estado de São Paulo. Nogueira Moutinho, participou de congressos e encontros literários no País e no exterior. Foi Primeiro vice-presidente do Sindicato dos Escritores do Estado de São Paulo.
Na Academia Paulista de Letras, sua Cadeira, de n.º 13, tinha como patrono Alexandre Gusmão, nascido em Santos, aos 31 de dezembro de 1695. Seu discurso de posse encontra-se inserido na Revista da citada Academia, de novembro de 1978 - n.0 95, páginas de 9 a 20. Na mesma revista, às páginas de 21 a 30, encontra-se a saudação feita ao acadêmico por Péricles Eugênio da Silva Ramos (Lorena comemora este ano o seu centenário de nascimento). A respeito, citaremos a seguir um trecho dessa saudação, quando o acadêmico, referindo-se ao livro de poemas "Exercitia" de Nogueira Moutinho, assim se expressa:
"Erudito que sois, vosso livro está cheio de alusões e citações incorporadas ou não no texto. De Apuleio extrais uma definição do homem serenamente equilibrado; mas apesar de tudo compatível com os elogios de Sófocles, na Antígone, e de Shakespeare no Hamlet. Aludis a Prudêncio no título de um poema., "Poscunt litantur', a Homero quando vos referis ao olhar da Andrômaca de Heitor, a Virgílio nas Sicelides musae, no rio Clitunmo e noutras passagens, ou indiretamente, via Dante, quando pareceis dizer que
aspirais a conhecer, como o florentino, toda a Eneida. Vosso vocabulário, já o disse, entressacha-se de termos difíceis, técnicos, arcaicos, latinos: mas chegais a transpor para o português um 'plotar oriundo do inglês 'plot', apocopais em 'núncupo', introduzis do francês alatinado uma 'inuisibília', buscais um 'navos' no latim que surge diretamente no texto várias vezes. Num poema, 'Fabela', cheio de impossibilidades, uma das quais, pelo menos objeto de crença enxertais alguns oximoros que iluminam essas contradições do espírito. E assim falais em luminosae tenebrae, folie sensée, sóbria ebrietas, docta ignorantia, stásis kinesis, vigil sormnus. Pela dupla de substantivos gregos, stásis-kínesis, da conhecida oposição platônica, talvez pudesse citar com maior propriedade o shakespeariano inconstant stay, mas isso, obviamente, é escolha minha e não vossa" .
Referido comentário do texto acima basta para sentir o quanto era culto e inteligente o extraordinário homem das letras, poeta e crítico literário José Geraldo Nogueira Moutinho.



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