segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

ALDO MADUREIRA - CONSELHEIRO PEDRO LUÍS PEREIRA DE SOUZA - ADELIA PRADO

ALDO MADUREIRA nasceu em S. José dos Campos a 3 de dezembro de 1916 e hoje comemoramos 105 do seu nascimento. Passou a infância na cidade natal, onde fez os estudos primários e secundários. Vindo para a Capital, ingressou na Escola Técnica de Comércio. Formado perito contador, trabalhou em vários cartórios, passando depois a atuar na Rádio Atlântica, de Santos, dirigindo o programa "Um romance para você". Voltou a S. José dos Campos, como redator de rádio na ZYE5. Foi posteriormente radialista em Garça. Retornou à cidade natal e mudou-se para o Rio de Janeiro. Atua na Rádio Tamoio, para a qual escreve novelas, orientando o programa "Pausa para meditação". Novelista, poeta, radialista, etc.H

Homenagem

R. Aldo Madureira - Jardim Paraiso do Sol - São José dos Campos - SP

Bibliografia:

"Aquelas mãos", "Amores" e "Saudade", poesias, in "Poetas do Norte de S. Paulo", por Inocêncio Candelária,

"Gazeta de Mogi", Mogi das Cruzes, 2-4-1950;

"Pausa para meditação", novela radiofônica, in "O Cruzeiro", Rio, 1950.
SAUDADE


Tu, que me segues como escravo cão,

que de mim não te apartas um momento,

nem me deixas, sequer, o pensamento,

nem te afastas na minha solidão...



Tu, que te ris, sarcástica, aos tormentos

que me inflinges, maldosa e sem piedade,

tu és de Deus o pior dos seus inventos:

És a desgraça; chamas-te Saudade!...

================================================

CONSELHEIRO PEDRO LUÍS PEREIRA DE SOUZA nasceu em Araruama (RJ) no dia 13 de dezembro de 1839 e morreu em Bananal (SP) no dia 16 de julho de 1884 aos 44 anos e hoje comemoramos 182 anos do seu nascimento. Importante advogado, jornalista, político, orador e poeta brasileiro. Filho do comendador Luis Pereira de Sousa (?) e Dona Carlota Viterbo de Sousa. Foi deputado em dois mandatos, ministro dos Negócios Estrangeiros (ver Gabinete Saraiva de 1880) e presidente da província da Bahia, de 29 de março a 11 de dezembro de 1882 e de 16 de dezembro de 1882 a 14 de abril de 1884. Como ministro interino da Agricultura, Comércio e Obras Públicas pede para Machado de Assis continuar como oficial de gabinete. Em 1880 foi agraciado com o título de conselheiro do Império. Era tio do presidente Washington Luís Pereira de Sousa (1869-1957); é patrono da cadeira 31 da Academia Brasileira de Letras ocupada atualmente por Merval Pereira (1949). Em 1934 a academia publicou os seus Dispersos.
Obras

HOMENAGEM PÓSTUMA
Conselheiro Pedro Luís Pereira de Sousa.

BIBLIOGRAFIA
1860 - Terribilis (poesia)
1864 - Os voluntários da morte (canto épico, dedicado à Polônia)
1866 - A sombra de Tiradentes e Nunes Machado (poesia)
1876 - Prisca Fides (poesia)
1897 - Poesias

================================================
Adélia Luzia Prado de Freitas nasceu em Divinópolis (MG) no dia 13 de dezembro de 1935 e hoje comemora 85 anos de nascimento, mais conhecida como Adélia Prado, é uma importante poetisa, professora, filósofa, romancista e contista brasileira ligada ao Modernismo. Filha do ferroviário João do Prado Filho e de Ana Clotilde Corrêa.

PREMIOS

Prêmio Jabuti de Literatura — 1978 (Poesia)
Prêmio ABL de Literatura Infantojuvenil (2007)
Prêmio Literário da Fundação Biblioteca Nacional (2010)
Prémio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (2010)
Prémio Clarice Lispector (2016)

BIBLIOGRAFIA
Poesia
Bagagem, Imago, 1976
O coração disparado, Nova Fronteira, 1978
Terra de Santa Cruz, Nova Fronteira, 1981
O pelicano, Guanabara, 1987
A faca no peito, Rocco, 1988
Oráculos de maio, Siciliano, 1999
Louvação para uma cor
A duração do dia, Record, 2010
Miserere, Record, 2013

Prosa
Solte os cachorros - contos, Nova Fronteira, 1979
Cacos para um vitral - romance, Nova Fronteira, 1980
Os componentes da banda - romance, Nova Fronteira, 1984
O homem da mão seca - romance, Siciliano, 1994
Manuscritos de Filipa - romance, Siciliano, 1999
Filandras - contos, Record, 2001
Quero minha mãe - novela, Record, 2005
Quando eu era pequena - infantil, Record, 2006
Carmela vai à escola - infantil, Record, 2011

Antologia
Mulheres & Mulheres, Nova Fronteira - 1978
Palavra de Mulher, Fontana - 1979
Contos Mineiros, Ática - 1984

Poesia Reunida, 
Siciliano - 1991 (Bagagem, O Coração Disparado, Terra de Santa Cruz, O Pelicano e A Faca no Peito).
Antologia da Poesia Brasileira, Embaixada do Brasil em Pequim - 1994.
Prosa Reunida, Siciliano - 1999
Balé
A Imagem Refletida - Ballet do Teatro Castro Alves - Salvador - Bahia - Direção Artística de Antônio Carlos Cardoso. Poema escrito especialmente para a composição homônima de Gil Jardim.
Cacos Para um Vitral - Rose Ballet Escola de Dança - Divinópolis - MG - Direção Artística: Mírian Lopes e Yan Lopes. Espetáculo baseado em referência dos poemas da escritora.

Parcerias
A Lapinha de Jesus (em parceria com Lázaro Barreto) - Vozes - 1969
Caminhos de Solidariedade (em parceria com Lya Luft, Marcos Mendonça e outros) – Gente - 2001.
Obras traduzidasPara o inglês
Adélia Prado: Thirteen Poems. Tradução de Ellen Watson. Suplemento do The American Poetry Review, jan/fev 1984.
The Headlong Heart (Poesias de Terra de Santa Cruz, O coração Disparado e Bagagem). Tradução de Ellen Watson, New York, 1988, Livingston University Press.
The Alphabet in the Park (O Alfabeto no Parque). Tradução de Ellen Watson, Middletown, CT USA, Wesleyan University Press, 1990.
Ex-Voto (Ex-Voto). Tradução de Ellen Doré Watson, North Adams, MA, USA, Tupelo Press, 2013.Para o espanhol
El Corazón Disparado (O Coração Disparado). Tradução de Cláudia Schwartz e Fernando Noy, Buenos Aires, Leviatan, 1994.
Bagagem. Tradução de José Francisco Navarro Huamán. México, Universidade Ibero-Americana, a sair.

Participação em antologias
Assis Brasil (org.). A Poesia Mineira no Século XX. Imago, 1998.
Hortas, Maria de Lurdes (org.). Palavra de Mulher, Fontoura, 1989.
Sem Enfeite Nenhum. In Prado Adélia et al. Contos Mineiros. Ática, 1984.




================================================
PENSAMENTO:



================================================================================================
FRASE:


"OS LIVROS PODEM SER DIVIDIDOS EM DOIS GRUPOS: AQUELES DO MOMENTO E AQUELES DE SEMPRE."


================================================================================================

domingo, 12 de dezembro de 2021

TEÓFILO FERREIRA DE ALMEIDA e PATRÍCIA REHDER GALVÃO (PAGU)

TEÓFILO FERREIRA DE ALMEIDA nasceu em Cachoeira Paulista a 8 de dezembro de 1862 e hoje comemoramos 159 anos do seu nascimento. Dedicou-se, ao comércio, tendo exercido, em sua terra natal, os cargos de vereador e intendente municipal. Como jornalista, fundou e dirigiu "O Cachoeirense", primeiro jornal aparecido na cidade. Depois, transferiu residência para Jacareí, onde fundou o Estabelecimento Gráfico Musical. Iniciou e publicou o "Anuário Jacareiense".

BIBLIOGRAFIA
"Anuário Jacareiense", 1906.


================================================
Patrícia Rehder Galvão, conhecida como Pagu,  nasceu em São João da Boa Vista (SP) no dia 9 de junho de 1910 e morreu em Santos (SP) no 12 de dezembro de 1962 aos 52 anos e hoje registramos 59 anos da sua morte. Importante escritora, poetisa, diretora, tradutora, desenhista, cartunista, jornalista e militante comunista da política brasileira. Teve grande destaque no movimento modernista iniciado em 1922, embora não tivesse participado da Semana de Arte Moderna, tendo na época apenas doze anos de idade. Militante comunista, foi presa por motivações políticas. Foi casada com Oswald de Andrade (1930-1934) e com  Geraldo Ferraz  (1941-1962). Com José Oswald de Souza Andrade (1890-1954) teve um filho - Rudá Poronominare Galvão de Andrade (1930-2009). E com Benedito Geraldo Ferraz Gonçalves (1905-1979) teve Geraldo Galvão Ferraz (1941-2013).
CURIOSIDADE - 
RUDÁ é o deus do amor na mitologia tupi-guarani.
PORONOMINARE é uma palavra indígena que define um herói e deus do índios maipuro, da Venezuela e que se tornou conhecido e uma lenda entre os indígenas que habitam a região do rio Negro,no estado do Amazonas. 

FICÇÃO
-Parque industrial (romance proletário) (com o pseudônimo Mara Lobo). São Paulo: Edição particular, 1933, 145 p.
-A Famosa Revista (em colaboração com Geraldo Ferraz). Rio de Janeiro: Americ-Edit , 1945.
-Safra macabra (contos policiais) [textos publicados na revista Detective em 1944, com o pseudônimo King Shelter], org. de Geraldo Galvão Ferraz. Rio de Janeiro, José Olympio, 1998.

 AUTOBIOGRAFIA
-Paixão Pagu (A autobiografia precoce de Patricia Galvão) [texto inédito escrito em 1940], prefácios de Geraldo Galvão Ferraz, Kenneth David Jackson, Rudá de Andrade. Rio de Janeiro: Agir, 2005, 164 p.

 TEXTOS POLÍTICOS
-Verdade e Liberdade. São Paulo: Comitê Pró-Candidatura Patrícia Galvão, 1950.
-Desenhos
-Álbum de Pagu: nascimento, vida, paixão e morte [inédito de 1929]. Revista Código, Salvador, n.2, 1975. Depois na coletânea Pagu: vida-obra.
-Croquis de Pagu e outros momentos felizes que foram devorados reunidos, org. de Lúcia Maria Teixeira Furlani. Santos/São Paulo: Editora Unisanta/Cortez, 2004, 128 p.
Coletânea
-Augusto de Campos (org.), Pagu: vida-obra. São Paulo: Brasiliense, 1982. Nova edição: São Paulo, Companhia das Letras, 2014, 469 p.

 REEDIÇÕES
-A Famosa Revista, com prefácio de Sérgio Milliet, em Dois romances (com Doramundo de Geraldo Ferraz), Rio de Janeiro, José Olympio, 1959.
-Parque industrial, prefácio de Geraldo Galvão Ferraz. São Paulo: Alternativa, s. d. [1981], 145 p.
-Parque industrial. Porto Alegre / São Carlos: Mercado Aberto / Universidade Federal de São Carlos, "Novelas exemplares", 1994.
-Parque industrial, prefácio de Geraldo Galvão Ferraz. Rio de Janeiro: José Olympio, "Sabor literário", 2006, 122 p.
-Parque industrial (romance proletário), prefácio de Augusto de Campos, notas e posfácio de Antoine Chareyre, posfácio de Kenneth David Jackson. São Paulo: Editorial Linha a Linha, 2018.

TRADUÇÕES
-Industrial Park (A Proletarian Novel), tradução em inglês de Elizabeth e Kenneth David Jackson, posfácio de Kenneth David Jackson. Lincoln / Londres: University of Nebraska Press, "Latin American Women Writers", 1993, 153 p.
-Industrijski park (Proleterski roman), tradução em croata de Jelena Bulic. Zagreb, Naklada Jurčić, 2013.
-Parc industriel (roman prolétaire). Prólogo de Liliane Giraudon, tradução francesa, notas e posfácio de Antoine Chareyre. Montreuil (França): Le Temps des Cerises, coleção "Romans des Libertés", 2015, 166 p.
-Parque industrial (Novela proletaria), tradução em espanhol e prefácio de Martín Camps. México, Samsara, 2016.

          


================================================
PENSAMENTO:



================================================================================================

sábado, 11 de dezembro de 2021

Dr. MÁRIO MENDES DOS SANTOS

Dr. MÁRIO MENDES DOS SANTOS, nasceu aos 11 de dezembro de 1910 em Lorena-Estado de são Paulo onde faleceu em 06 de março de 1990 e hoje registramos 111 anos do seu nascimento. Filho de Arthur dos Santos e Maria Mendes dos Santos, casou-se aos 25 anos com Helena Sodero de Carvalho Santos. O casal teve os seguintes filhos: Sérgio, Lígia, Leila, Sandra e Helena. Primeiras letras: Grupo Escolar Conde de Moreira Lima. Curso Ginasial: Colégio São Joaquim. Bacharel Ciências Jurídicas e Sociais, formado na Faculdade de Direito do Largo São Francisco - USP - turma de 1936 onde foi colega dentre outros de José Ephim Mindlin (1914-2010) repórter, advogado, empresário, escritor e bibliófilo brasileiro e de Walther Moreira Salles (1912-2001) empresário, banqueiro, diplomata e advogado brasileiro. Dr. Mário Mendes foi Delegado de Polícia em Cunha e Presidente Venceslau, retornou a Lorena em 1948 onde advogou até aposentar-se. Combateu na Revolução Constitucionalista de 1932. Professor no Colégio Estadual " Arnolfo Azevedo". Idealizou e dirigiu o Grupo de Declamação "Trovadores de Lorena", inúmeras vezes laureado, com apresentações nas televisões de São Paulo e Rio de Janeiro, além de diversas cidades do interior de São Paulo e Minas Gerais. Espírito sensível à beleza, poeta, colecionador de orquídeas, filatelista, numismata, grande incentivador das artes e cultura.

ESTRELA DE SETE PONTAS



"Eu sempre vivi sozinho

nos mistérios do caminho...

Na vida inútil do Triste

Há 7 dores pungentes,

sete pontas de punhais.

Há sete lanças em riste,

rugientes, negras cruciais;

cansadas, amarguradas;

vencidas e amordaçadas."

================================================
Maria Fernanda Botelho de Faria nasceu na cidade do Porto (Portugal) no dia 1º de dezembro de 1926 e morreu em Lisboa (Portugal) no dia 11 de dezembro de 2007 aos 81 anos e hoje registramos 14 anos da sua morte. Importante escritora e tradutora portuguesa. Era parente afastada do escritor Camilo Castelo Branco (1825-1890) e sobrinha-neta de Abel Acádio de Almeida Botelho (1854-1917). Estudou Filologia Clássica nas Universidades de Coimbra e Lisboa, viria a fixar-se em Lisboa para ocupar a direção do departamento belga de turismo entre 1973 e 1983.
Foi co-fundadora da revista Távola Redonda (1950-1954), tendo ainda colaborado ainda em outras publicações periódicas, nomeadamente a Europa e a Graal (1956). Em termos literários fez a sua estreia com o livro Coordenadas Líricas (1951).
Viveu na Vermelha, concelho de Cadaval, onde se pretende construir uma casa-museu dedicada à sua vida e obra.

HOMENAGENS:

A Câmara Municipal de Lisboa prestou uma homenagem póstuma à escritora através da transladação das suas ossadas para o Cemitério dos Prazeres,
E atribuindo o seu nome a um arruamento transversal à Estrada de Benfica.

BIBLIOGRAFIA

OBRAS

Coordenadas Líricas (1951, poemas)
O Enigma das Sete Alíneas (1956)
O Ângulo Raso (1957)
Calendário Privado (1958)
A Gata e a Fábula (1960)
Xerazade e os outros (1964)
Terra sem Música (1969)
Lourenço É Nome de Jogral (1971)
Esta Noite Sonhei com Brughel (1987)
Festa em Casa de Flores (1990)
As contadoras de histórias (1998)
Gritos da Minha Dança (2003)

CRÍTICA

Sobre o estilo o escritor Urbano Tavares Rodrigues 91923-2013) disse que «que é de um rigor, de uma originalidade tais que a troca de uma simples palavra na maioria das suas frases apagaria intenções. Esse estilo acutilante, irónico, pessoalíssimo, todo ele nervo e criação, bastaria para impor decisivamente Fernanda Botelho».

O poeta Jorge de Sena (1919-1978) afirmou: que a sua escrita era "[...] árida, sarcástica, anti-lirica [...] vivendo a sua lucidez na desagregação e pela desagregação de uma desassombrada e cínica visão que usa insolitamente as palavras e os símbolos."

PREMIOS

1961 - Premio Castelo Branco, graças à obra Gata e a Fábula
1995 - Premio P.E.N. Clube Português de Novelística com Dramaticamente vestida de negro
1989 - Grau de Grande Oficial da Ordem do Mérito
- Grau da Ordem de Leopoldo I (Bélgica)
- Medalha de Tradução pela Direção-Geral das Relações Culturais de Itália

================================================

====================================

sexta-feira, 10 de dezembro de 2021

CLARICE LISPECTOR

Clarice Lispector nascida Haya Pinkhasovna Lispector, na cidade de Chechelnyk (Ucrania) no dia 10 de dezembro de 1920 e morreu no Rio de Janeiro no dia 9 de dezembro de 1977 aos 57 anos e hoje comemoramos 101 anos do seu nascimento. Importante escritora e jornalista nascida na Ucrânia e naturalizada brasileira sendo considerada uma das escritoras brasileiras mais importantes do século XX e a maior escritora judia desde Franz Kafka (1883-1924). Quanto à sua brasilidade, Clarice declarava-se pernambucana. Foi casada com o diplomata Maury Gurgel Valente (1921-1994) com quem teve dois filhos:Pedro Gurgel Valente (1948), Paulo Gurgel Valente (1953).
Era irmã da também escritora Elisa Lispector (1911-1989).

PREMIO
Em 1961 ganhou o Premio Jabuti com a obra "Laços de Família"

HOMENAGENS
-Estátua da escritora na Praça Maciel Pinheiro, no bairro de Boa Vista, área central de Recife, Pernambuco,
-Emissão de selo comemorativo em 1998,
-Emissão de selo comemorativo ao centenário de nascimento,
-Estátua da escritora e seu cão Ulisses, no Bairro do Leme no Rio de Janeiro, inaugurada em 14 de maio de 2016
BIBLIOGRAFIA

Romance
Perto do Coração Selvagem (1943)
O Lustre (1946)
A Cidade Sitiada (1949)
A Maçã no Escuro (1961)
A Paixão segundo G.H. (1964)
Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres (1969)
Água Viva (1973)
Um Sopro de Vida (1978)
A Hora da Estrela (1977)

Contos
Alguns contos (1952)
Laços de Família (1960)
A Legião Estrangeira (1964)
Felicidade Clandestina (1971)
Imitação da Rosa (1973)
Onde Estivestes de Noite (1974)
A Via Crucis do Corpo (1974)
O Ovo e a Galinha (1977)
A Bela e a Fera (1979)

Literatura infantil
O Mistério do Coelho Pensante (1967)
A Mulher que Matou os Peixes (1968)
A Vida Íntima de Laura (1974)
Quase de Verdade (1978)
Como Nasceram as Estrelas (1987)

Crônicas
Para Não Esquecer (1978)
A Descoberta do Mundo (1984)

Correspondências
Correspondências (2002)
Minhas Queridas (2007)

Entrevistas
Entrevistas (2007)

Artigos de jornais
Outros Escritos (2005)
Correio Feminino (2006)
Só para Mulheres (2006)

                                                            CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DECLARICE LISPECTOR                  CLARICE LISPECTOR


FRANZ KAFKA

              

===============================================================================================

ISMAEL DIAS DA SILVA

ISMAEL DIAS DA SILVA nasceu em Taubaté no dia 10 de dezembro de 1863 e hoje comemoramos 158 anos do seu nascimento. Fez os primeiros estudos na sua terra natal. Completados os preparatórios, matriculou-se na 54ª turma da Faculdade de Direito de S. Paulo concluindo em 1885 e bacharelando-se em 1886. Tradutor com vocação para as letras clássicas.Tremembé o homenageou dando o seu nome a uma de suas ruas. 
BIBLIOGRAFIA
"Églogas Traduzidas Literalmente e Annotadas de Vergílio, Typographia do Commercio - São Paulo, 1883.
HOMENAGEM:
Rua Ismael Dias da Silva, Centro, Tremembé - SP.



================================================================================================
PENSAMENTO:



================================================================================================

quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

ANÍBAL MONTEIRO MACHADO

Aníbal Monteiro Machado nasceu em Sabará (MG) no dia 9 de dezembro de 1894 e morreu no Rio de Janeirono dia 20 de janeiro de 1964 aos 70 anos e hoje comemoramos 127 anos do seu nascimento. Importante escritor, futebolista, professor e homem de teatro brasileiro. Começou na literatura quando estudante e, no Rio de Janeiro, ligou-se aos modernistas, com assídua colaboração nos periódicos Revista de Antropofagia, Estética, Revista Acadêmica e Boletim de Ariel. Eleito presidente da Associação Brasileira de Escritores, organizou, com Sérgio Milliet (1898-1966), o 1º Congresso Brasileiro de Escritores, em 1945. Este congresso, ao defender a liberdade democrática, precipitou o fim da ditadura de Getúlio Vargas (1882-1954). Traduziu peças de Anton Checov (1860-1904) e Franz Kafka (1883-1924) e escreveu a peça O Piano, adaptada da novela de mesmo nome. Por esta peça, recebeu o Prêmio Cláudio de Sousa, da Academia Brasileira de Letras. Também foi condecorado com a Legião de Honra. Teve seis filhas; entre elas, a escritora e teatróloga Maria Clara Machado (1921-2001), cultuadora e guardiã de sua obra. Apesar de sua atuação no meio literário, o primeiro livro Aníbal Machado, um ensaio sobre cinema, surgiu apenas em 1941, quando já tinha 46 anos. Na ficção, sua estreia em livro foi Vida Feliz, em 1944, seguindo-se Histórias reunidas, em 1955, Cadernos de João, em 1957 e, postumamente, João Ternura, em 1965. Marcou sua presença de destaque no panorama do conto brasileiro com textos antológicos, como Viagem aos Seios de Duília, Tati, a Garota e A Morte da Porta-Estandarte.

================================================
================================================
Nuno Marques Pereira nasceu Cairu (BA) no ano de 1652 e morreu em Lisboa (Portugal) no dia 9 de dezembro de 1728 aos 76 anos e hoje registramos 293 anos da sua morte. Importante padre e escritor de cunho moralista luso-brasileiro do barroco. Muito pouco se sabe sobre a vida do padre, autor de uma obra que o livrou do esquecimento, e que obteve uma grande aceitação, ao seu tempo, tendo merecido sucessivas reedições, e conhecida abreviadamente como “O Peregrino da América”. Academia Brasileira de Letras escolheu Nuno Marques para o patronato da cadeira 7 do Silogeu Brasileiro, quando da criação a categoria dos Membros Correspondentes o foi ocupada pelo acadêmico portugues Joaquim Veríssimo Serrão até o dia 31 de julho de 2020.



================================================
================================================


PENSAMENTO:



================================================
================================================

FRASE

"
OS LIVROS NOS DÃO UM LUGAR PARA IRMOS QUANDO PRECISAMOS PERMANECER ONDE ESTAMOS"

================================================
================================================

quarta-feira, 8 de dezembro de 2021

CELINA MARIA TAQUES BITTENCOURT NEPOMUCENO

CELINA MARIA TAQUES BITTENCOURT NEPOMUCENO nasceu em Guaratinguetá no dia 25 de janeiro de 1928 e faleceu no Rio de Janeiro no dia 8 de dezembro de 2015 aos 87 anos e hoje registramos 6 anos do seu falecimento. Bacharel em Ciências Contábeis, poetisa e pintora. Em 1951, aos 23 anos, mudou-se para o Rio de Janeiro. Ali estudou na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (1969-1971) e participou do Salão Nacional de Belas Artes (1971). Desde então, participou de inúmeros salões em todo o Brasil e fez várias exposições individuais e coletivas. Na Espanha, em Palma de Mallorca, fez curso de “Pintura Espanhola”. O primeiro livro publicado pela Poetisa Celina Bittencourt Nepomuceno recebeu o título de “BEIRA SOMBRA” é datado de 1976 e foi editado pela Editora Artenova S\A do Rio de Janeiro. A capa é de autoria de Silvio Negreiros da Artenova e as ilustrações internas são de Heron.
O livro apresenta sessenta poesias e sete ilustrações em 77 páginas. Neste primeiro livro chama a atenção a poesia “NAVEGAÇÃO”, pois Celina tinha como hábito remeter periodicamente uma cópia de suas poesias para os seus irmãos e segundo informações dela todos foram unânimes em elogiar esta poesia. Assim ela prestou uma homenagem a seus irmãos que tanto a incentivavam a escrever e pintar.
Transcrevo abaixo a poesia

NAVEGAÇÃO
Vou deixar tudo de lado:
os deveres não cumpridos,
o encontro combinado,
as cartas no vão da porta,
os quadros inacabados,
a cama desarrumada,
o relógio sem dar corda,
as venezianas abertas.


O retrato de outro tempo,
as almofadas no chão,
o rosto de minha mães,
o contato com meus filhos,
a lembrança do que amo,
o ramos de flores secas,
os poemas de Tagore,
e os livros amarelados
em que aprendia estórias.


Vou deixar coisa por coisa,
arrancar minhas raízes,
e nua como nasci
andar com seguro passo,
abrir a porta da rua,
desenrolar minhas asas
e navegar pelo espaço.


Celina publicou em 1981 um segundo livro intitulado “VERDE VERDADE” pela Livraria José Olympio Editora do Rio de Janeiro. Neste a capa e as ilustrações eram de sua autoria. A apresentação do livro foi feita por sua amiga a escritora e membro da ABL Raquel de Queiróz.
Celina presta homenagem a seu amigo recém falecido na época o escritor e também membro da ABL Odilo Costa, filho. Dentre as oitenta poesias e oito ilustrações e sem qualquer história destaco: “MINHA VIAGEM”.


MINHA VIAGEM

Minha viagem não será através de terras pisadas ou
mares cortados pela faca dos barcos, cardumes de peixes
e algas que estraçalham no azul suas pétalas verdes.


Nem será um bater diário de asas
no espaço onde os pássaros manejam
difíceis rumos entre aves metálicas.


Minha viagem não estará cerceada
entre limites de serra,
trilhos de estrada.
trilhas marcadas,
curvas de esfera.


Será uma viagem longa e sem nenhum aparato;
tão simples ato e de tamanho gosto
que prescindirá de terras, ares, profusão de mares
e até do próprio corpo.


Celina, em 1999 publicou pela JD Editores o seu terceiro e último livro que recebeu o seguinte título: “CADA TEMPO UM SENTIMENTO”. A capa e mais dez pranchas ilustrativas internas são de sua autoria. O livro apresenta uma apreciação do escritor Câmara Cascudo sobre a poesia de Celina. O livro possui 130 páginas e está dividida em três partes.
A Parte I recebeu o subtítulo de “PRELÚDIO EM DOR MAIOR” em lembrança de sua filha Sônia recém falecida onde lemos:


Algumas dores virão
mas nenhuma certamente
tão forte e definitiva
como a dor de te perder
e continuar ainda viva.


A Parte II recebeu o subtítulo de “INTERLÚDIO” é composta de 64 poesias mais amenas;


E a Parte III recebeu o subtítulo de ”FINAL” onde encontramos apenas uma poesia carregada de muita emoção.




==========================================================================================