terça-feira, 14 de abril de 2020

JOSÉ MARTINS PINHEIRO (JUNIOR)

JOSÉ MARTINS PINHEIRO (Junior) nasceu no dia 12 de abril de 1884 na cidade de Silveiras (SP). Completou o curso primário na Escola do Primeiro Distrito, de São Paulo (Capital), que funcionava nos fundos da Igreja do Colégio, no então Largo do Palácio, hoje pátio do Colégio. Fez o curso secundário no Ginásio do Estado, tendo-se diplomado em Ciências e Letras em dezembro de 1903. Em dezembro de 1907, diplomou-se pela Faculdade de professor Direito de S. Paulo, onde foi colega, dentre outros de Pedro Vicente de Azevedo Júnior filho do lorenense Pedro Vicente de Azevedo de grande carreira política em São Paulo e no Brasil. José Martins Pinheiro entrou em 1909 para o "Estado de S. Paulo", como redator, cargo que ocupou ininterruptamente durante 35 anos. Exerceu, além do jornalismo, a advocacia, que iniciou no escritório do dr. Plínio Barreto, e depois no do Prof. Otávio Mendes. Foi por algum tempo de português do Colégio Mackenzie. Em 1903, obteve o primeiro prêmio no concurso literário promovido pela "A Comarca", de Mogi Mirim. Redigiu, desde 1918 até 1939, a secção diária ''Coisas da Cidade" e a secção semanal "Revista das Revistas", no ''Estado de S. Paulo", tendo, em 1916, fundado, com Plínio Barreto, Ricardo Severo e um grupo de escritores, a ''Revista do Brasil", da qual foi secretário-gerente até 1919. Fundou em 1926, com Léo Vaz, Mariano Costa e Clóvis Ribeiro, o "Diário da Noite", de São Paulo, depois adquirido pelos "Diários Associados". Realizou inúmeras entrevistas publicadas no "Estado de S. Paulo" e colaborou assiduamente na "Vida Moderna", de Simões Pinto, na "A Cigarra", de Gelásio Pimenta etc. Com o pseudônimo de P. Xisto, publicou, em 1926, "As Mil e Uma Anedotas", com prefácio de Amadeu Amaral. Em 1931, foi nomeado pelo interventor Laudo de Camargo para o cargo de Curador Fiscal das Massas Falidas, de São Paulo (Capital), cargo em que se aposentou em 1945. No começo de sua Vida, trabalhou nos Correios. 

BIBLIOGRAFIA: 

"Almanaque do "0 Estado de S. Paulo", 1916; 

"As mil e uma anedotas", sob o pseudônimo de "P. Xisto", S. Paulo, sec. Obr. "Estado de S. Paulo, 1926

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segunda-feira, 13 de abril de 2020

ANTENOR ROMANO BARRETO

ANTENOR ROMANO BARRETO nasceu em Pindamonhangaba a 11 de abril de 1892. Fez os primeiros estudos no Externato Monteiro e Ginásio do Estado de Ribeirão Preto. Professor normalista pelo Instituto de Educação "Caetano de Campos" (1909-1912), bacharel em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade de Direito de S. Paulo (1920-1924); licenciado em Filosofia pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de S. Paulo. Foi professor de grupo escolar em Batatais, diretor do grupo de Brodowski e colaborou no plano de extinção do analfabetismo do Dr. Sampaio Dória, em Ribeirão Preto, onde residiu de 1921 a 1931; foi delegado regional do ensino, lente catedrático de Pedagogia do Ginásio Estadual, lente de Português da Escola Normal. Em São Paulo, a partir de 1932, foi assistente técnico do Ensino, chefe de serviço do ensino secundário geral e profissional; professor de Sociologia do Colégio Universitário, assistente da secção de Sociologia Educacional do Instituto de Educação da Universidade de S. Paulo, diretor geral do Departamento de Educação (1940-1941), professor de Sociologia da Escola Normal do Colégio N. S. de Sion; diretor do Colégio Pan- Americano. Tem colaborado em vários jornais do Interior e da Capital. Redator de "Paulistânia"; diretor Geral do Departamento de Educação (1947) pela segunda vez. Foi um dos fundadores do Colégio Bandeirantes e nele lecionou português, por 10 anos. Sócio titular da Sociedade de Medicina Legal e Criminologia, da Ordem dos Advogados do Brasil. Sócio fundador e vice-presidente da Sociedade de Sociologia, ex-presidente da Sociedade de Psicologia, sócio correspondente do Centro de Ciências e Letras de Campinas, sócio honorário do Grêmio Santa Cecília, de Batatais; sócio honorário da Sociedade de Eugenia da Bolívia, sócio correspondente, para o Brasil, da Sociedade Peruana de Sociologia. Fundador da revista "Sociologia". Colaborador da "Revista Mexicana de Sociologia", ex-diretor do "Diário D'Oeste" e "Diário da Manhã", ambos de Ribeirão Preto. 

BIBLIOGRAFIA: 

"Lições em quadro para o combate à anquilostomose", processo de formação de palavras; 

"Leituras sociológicas", Ed. Revista de Sociologia, 214 p.; "Rússia e Estados Unidos", trad.; 

"Tipologia de líder", trad.; 

"Hoje", in "Poetas do Norte de S. Paulo", por Inocêncio Candelária, "Gazeta de Mogi", Mogi das Cruzes, 1952.

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domingo, 12 de abril de 2020

JUÓ BANANÈRE

JUÓ BANANÈRE nasceu em Pindamonhangaba (SP) no dia 11 de abril de 1892 e morreu em São Paulo no dia 22 de agosto de 1933 aos 41 anos e hoje comemoramos 128 anos do seu nascimento. Juó Bananère era o pseudônimo usado pelo escritor, poeta e engenheiro brasileiro ALEXANDRE RIBEIRO MARCONDES MACHADO para criar obras literárias num patois (do francês patois: é uma palavra de origem francesa que designa o falar essencialmente oral, praticado em uma localidade ou grupo de localidades, principalmente rurais) falado pela numerosíssima colônia italiana de São Paulo na primeira metade do século XX, que aportava na capital em busca de oportunidades de trabalho, tornado a cidade o maior centro de imigração italiana do país. Muitos deles não conseguiam seu objetivo, amargando subempregos e uma sofrível condição social. Mas, pelo menos, contavam com alguém na imprensa para representá-los, escrevendo nos seus dialetos de origem.

BIBLIOGRAFIA

“La Divina Increnca” paródia da Divina Comédia, de Dante, editado pela primeira vez em 1915;

“Galabaro” em 1917, corruptela de Calabar.



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sábado, 11 de abril de 2020

EMÍLIO MARCONDES RIBAS

EMÍLIO MARCONDES RIBAS - Nasceu em Pindamonhangaba no dia 11 de abril de 1862 e faleceu em São Paulo no dia 19 de dezembro de 1925 aos 63 anos e hoje comemoramos 158 anos do seu nascimento. Formando, em 1887, pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, tendo defendido tese em 1888. Durante o período acadêmico, colaborou em várias revistas científicas. Após a formatura, seguiu para Santa Rita, onde abriu consultório clínico. Clinicou depois em Tatuí, onde foi intendente municipal. Por ocasião da revolta de 1895, prestou serviços às forças revolucionárias do Sul. Em 1895, tornou-se auxiliar do diretor do Desinfetório Central do Serviço Sanitário. Desempenhou, em seguida, as funções de inspetor sanitário em Rio Claro, Araraquara, Piraçununga, São Caetano, Jaú e Campinas, onde chefiou a comissão de combate à febre amarela. Substituiu o dr. Silva Pinto na direção do Serviço Sanitário, permanecendo nesse cargo durante 19 anos. Fundou o Instituto do Butantã em 1903 dividiu o Estado em distritos sanitários, em 1905 criou a seção de Proteção à Primeira Infância e em 1906 o Serviço da Profilaxia e Tratamento do Glaucoma, reorganizando o Instituto Bacteriológico e remodelando o Serviço Sanitário. Fundou o Hospital de Isolamento da Santa Casa, etc. Como político, cooperou para a fundação do Clube Republicano. Em 1908, o governo confiou-lhe a missão de estudar a profilaxia da tuberculose nos Estados Unidos e na Europa. Quando no Velho Mundo, o governo francês ofereceu-lhe o lugar de diretor do Serviço de Profilaxia da Febre Amarela na Martinica. De regresso a S. Paulo, instalou, em Campos do Jordão, um sanatório para tuberculosos, sendo o fundador da Estrada de Ferro Campos do Jordão. Quando da epidemia da febre amarela, que se irradiou de Santos para Campinas, S. Carlos, S. José do Rio Pardo, S. Simão, Franca, Ribeirão Preto, etc. sustentou a teoria havanesa (Finlay) de que o "stigomiafasciata" era o vetor da moléstia, submetendo-se, ele próprio, a uma prova experimental. Recolheu-se ao Hospital do Isolamento e se fez inocular por mosquitos infectados, com resultado positivo. Em 1903, obteve a medalha "Salus Publica". "Sábio profissional que fez o saneamento de Campinas e Santos" (Oswaldo Cruz), "triunfante diretor da higiene paulista" (Luiz Pereira Barreto), "foi o professor da profilaxia havanesa" (Rubião Meira), "sua vida foi toda dedicada a S. Paulo" (Sinésio Rangel Pestana), "coube ao egrégio higienista de S. Paulo, em um gesto de brilhante intuição, o mérito enorme e indiscutível de tornar palpável e convincente a verdade luminosa da doutrina de Finlay (Clemente Ferreira). "A Emílio Ribas se deve a glória de realizar, pela primeira vez, no Brasil, em 1902, na luta contra a febre amarela, os novos processos que no ano seguinte seriam ampliados, em campo mais vasto, na grande campanha do Rio de Janeiro" (Fernando Azevedo).

BIBLIOGRAFIA:

"Depuração biológica das águas de esgotos do Hospital de Isolamento de Limeira", de colaboração com Teodoro Baima, S. Paulo, "Diário Oficial", 1898, 28 p.; "O mosquito como agente da febre amarela", S. Paulo, "Diário Oficial", 1901; "Profilaxia da febre amarela", in "Gazeta Clínica", S. Paulo, dez. 1903 (Este trabalho foi o primeiro a ser datilografado em S. Paulo, pelo jornalista e escritor paulista Aníbal Machado); "A extinção da febre amarela no Estado de São Paulo e na cidade do Rio de Janeiro", in "Revista de Medicina", maio, 1909; "The extinctionofYellowfever in theStateof S. Paul (Brasil)", conferência perante aSocietyof Tropical Medicine andHygiene, Londres, 1909; "Sanatórios para tuberculosos e Vila Sanitária de Campos do Jordão", in "Revista de Medicina", S. Paulo, ag., 1911; "Etiologia e profilaxia da lepra", in "Anais Paulistas de Medicina", S. Paulo, nov. 1915; "A lepra", in "I Congresso Médico Paulista"; "ErradicationofyellowfeverfromtheStateof S. Paulo", conferência no II Congresso Científico Pan-Americano de Washington, 1916; "Profilaxia da lepra", in "Boletim da Sociedade de Medicina e Cirurgia de S. Paulo", mar. 1920; "A febre tifóide em S. Paulo e seu histórico", in "Boletim do Instituto de Higiene", S. Paulo, 8, 1921; "Lepra, sua freqüência no Estado de S. Paulo", in Boletim da Sociedade de Assistência aos Lázaros e Defesa contra a Lepra", hun., 1929. (p. 520)

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SUGESTÃO DE LEITURA

Carta Encíclica: Pacem In Terris - João Xxlll - Traça Livraria e Sebo

PAPA JOÃO XXIII
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sexta-feira, 10 de abril de 2020

BENEDITO MARCONDES HOMEM DE MELLO

BENEDITO MARCONDES HOMEM DE MELLO nasceu em Pindamonhangaba no dia 10 de abril de 1835 e morreu no dia 25 de outubro de 1890 aos 55 anos e hoje comemoramos 185 anos do seu nascimento. Pertenceu, como político, ao Partido Liberal. Foi, em 1860, nomeado major da Guarda Nacional, sendo, mais tarde, promovido a tenente-coronel. Dedicou-se às letras, tendo deixado vários trabalhos inéditos. "Foi um dos pindenses que mais se distinguiram entre os de sua geração" (Ataiel Marcondes).

BIBLIOGRAFIA:

"Dicionário geográfico da Província de S. Paulo", inacabado; "Almanaque Literário de 1877", S. Paulo, 1877.


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SUGESTÃO DE LEITURA


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quinta-feira, 9 de abril de 2020

BENEDITO MARCONDES CÉSAR

BENEDITO MARCONDES CÉSAR nasceu em Pindamonhangaba no dia 10 de abril de 1897 e comemoramos 123 anos do seu nascimento. Fez os primeiros estudos no Colégio Santo Agostinho. Formando em farmácia no Rio de Janeiro, voltou à terra natal, onde ocupou o cargo de lente da Escola de Farmácia e Odontologia (1915). Mais tarde, resolveu fazer, também, o curso médico. Retornou ao Rio de Janeiro diplomando-se pela Faculdade de Medicina em 1921. Obteve ao mesmo tempo o grau de bacharel em ciências e letras pelo Colégio Pedro II. Poeta desde os 13 anos de idade, escreveu vários volumes de versos; com 18 anos publicou o seu primeiro livro, "Musa dos vinte anos". Transferindo-se para Guararema, abriu consultório clínico. Clinicou nesta capital e em várias cidades do Estado. Redigiu jornais pindamonhangabenses. Contista, teatrólogo, biógrafo, etc.

BIBLIOGRAFIA:

"Musa dos vinte anos", versos, 1917; "Violino", versos, 1918; "Bélgica, coroada de espinhos", poemeto, 1919; "Verônica", romance, 1921; "Guiso de cascavel", contos, 1928; "Angústia", versos; "Antigamente", versos; "Eleutério", poema sobre a revolução paulista; "Epopéia de sangue e fogo", idem; "Estácio de Sá", história da fundação do Rio de Janeiro; "Flor de samambaia", romance; "Interlagos", idem; "Maringá", idem; "Destinos", idem; "Tudo pode acontecer", idem; "Canto do cisne", comédia; "Foi", idem; "Ausência", idem; "O morcego", tragédia; "Perdoa-me", versos; "A filha do humorista", drama; "Trapos", versos; "Machiavel, drama histórico; "Barão Homem de Melo", estudo biográfico; "Getúlio perante a história", "O Teatro no Brasil"; "O rio das Mortes", geografia; "Jornalismo, crônicas e artigos"; "Herança mórbida"; "Psicoses modernas"; "A falta de educação sexual das moças brasileiras"; "O gênio retardatário do Padre Vieira"; "O desvio de atenção em Guerra Junqueiro"; "Atenuantes e agravantes", direito; "Dosagens dos sais", química; "Analogia entre vegetais e animais", história natural; "Telhados de vidro", versos humorísticos e satíricos publicados em 1923.


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SUGESTÃO PARA LEITURA


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quarta-feira, 8 de abril de 2020

ELISA TEIXEIRA LEITE DE ABREU

ELISA TEIXEIRA LEITE DE ABREU nasceu em Silveiras (SP) onde foi batizada no dia 9 de abril de 1874 e comemoramos 146 anos do seu "nascimento". Fez os estudos preliminares em sua terra natal. Em 1890 diploma-se pela Escola Normal Secundária de São Paulo. Exerceu, em São Paulo, o magistério público, tendo colaborado em vários jornais e revistas em fins do século XIX e início do século XX. Casou-se com o professor de preparatórios - Manuel Ribeiro (?). Poetisa e romancista.
BIBLIOGRAFIA
"A viúva Barros", romance, São Paulo, 1903.

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