quarta-feira, 1 de maio de 2019

ERNESTO QUISSAK LEMOS BARBOSA

ERNESTO QUISSAK LEMOS BARBOSA – nasceu em Guaratinguetá a 1.º de abril de 1891 e morreu em Guaratinguetá no dia 5 de novembro de 1960 aos 69 anos de idade e hoje comemoramos 128 anos do seu nascimento. Fez o curso primário no Grupo Escolar “Flamínio Lessa”. Aos 15 anos de idade, foi para o Rio de Janeiro, onde se dedicou à arte fotográfica com o artista português Augusto Soucavaux. Regressando à sua cidade natal, dirigiu a “Fotografia Mendes”. Retornou à Capital da República, ligando-se ao grupo de Bilac, Emílio Nunes Correia de Meneses (1866-1918), Luís Pistarini (1877-1918), etc. Com Rodolfo Amoedo (1857-1941) e João Batista da Costa (1865-1926), penetrou no mundo da arte. De novo na terra de seu nascimento, dedicou-se a ensinar arte, realizou, em 1917, a primeira exposição de pintura na Sociedade Operária de Guaratinguetá. Estreou no Salão Nacional de Belas Artes em 1918 e participou também em: 1919, 1920,1921, 1922,1923, 1924, 1926 e 1927 no Rio de Janeiro. No Salão Paulista de Belas Artes estreou em 1934 e participou também em 1934,1935,1936,1937,1938,1939, 1940,1942 e 1943.  Pintou sete telas para a Igreja Nossa Senhora das Graças, em Guaratinguetá em 1935. Esteve em S. Bento do Sapucaí por algum tempo. Foi auxiliar técnico de Radiologia do Instituto Gama Rodrigues e radiologista da Santa Casa local. Lecionou desenho na Escola Normal de Casa Branca. Vagando-se a cadeira dessa disciplina em Guaratinguetá, ocupou-a. Membro da Sociedade Paulista de Escritores. Em 2005 saiu o livro Ernesto Quissak em prosa e verso, de Maria Luiza de Paula Santos. O "Salão de Artes Plásticas de Guaratinguetá Ernesto Quissak", o principal evento de artes plásticas da região, leva este nome em homenagem ao pintor. A Escola Estadual Prof. Ernesto Quissak e a Rua Ernesto Quissak, ambas em Guaratinguetá, também são uma homenagem ao biografado.

quinta-feira, 25 de abril de 2019

JOSÉ GALHANONE DE OLIVEIRA

JOSÉ GALHANONE DE OLIVEIRA - Nasceu a 25 de abril de 1893, em Lorena (SP) onde fez o curso primário no Grupo Escolar "Gabriel Prestes" e o secundário no Ginásio São Joaquim ambos em Lorena. Concluído os preparatórios, seguiu para o Rio de Janeiro, onde se diplomou, em 1917,  pela Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais. Durante o curso acadêmico, militou na imprensa carioca, como repórter e depois como redator da "Gazeta de Notícias", do "Diário da Noite", de "A Notícia" e da "A Época".  Em sua terra natal, dirigiu "A Gazeta de Lorena", onde publicou seus primeiros trabalhos literários. Nas edições dominicais da “Gazeta de Notícias” figurou com freqüência, assinando contos e novelas, usando, às vêzes, os pseudônimos de “Jacques Grilo”, “M. Teotônio”, “José de Oliveira”, “J. Oliveira” ou a abreviatura “J. G.”. Historiador, contista, etc.
Publicou "Lorena e o Dr. Arnolfo Azevedo", história e biografia (1938).

JAIR ROCHA BATALHA

JAIR ROCHA BATALHA - nasceu em Lorena no dia 25 de abril de 1914. Cursou o Ginásio Paulistano. Diplomado em 1941 pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Colaborador do periódico de cultura "Paiquerê" e historiador. Patrono da Cadeira número 22 da Academia Mogicruzense de História, Letras e Artes

JAIR ROCHA BATALHA

PAULO PEREIRA DOS REIS

PAULO PEREIRA DOS REIS nasceu em Piquete (SP) no dia 25 de abril de 1919 e faleceu em Lorena (SP) a 30 de marco de 1997, filho de Francisco Pereira dos Reis e de Emília Costa Pereira dos Reis. Residindo, durante a infância na Vila Militar da Estrela de Piquete e frequentou o grupo escolar da cidade entre 1927 e 1931. Mudando para Lorena onde passou a frequentar o tradicional Colégio São Joaquim. Entrou, em seguida, para o curso de magistério na Escola Normal Patrocínio São Jose, em 1938, em Lorena, onde terminou em 1940. E posteriormente diplomado em Ciências Jurídicas e Sociais e em Administração de Empresas, em 1967, na Universidade de Taubaté. O Dr. Paulo Pereira dos Reis foi membro da Academia Paulista de Letras (Cadeira nº 15 cujo Patrono é Luiz Gonzaga Pinto da Gama), do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, da Academia Cristã de Letras (fundador e ocupou a Cadeira nº 31 cujo Patrono é o Prof. Aroldo Azevedo notório geógrafo lorenense), da Academia Paulista de História (cadeira nº 20 cujo Patrono é José Feliciano Fernandes Pinheiro, primeiro visconde de São Leopoldo - Presidente) e do Instituto de Estudos Valeparaibano (fundador e Presidente), da Sociedade de Estudos Históricos de São Paulo e da Sociedade Brasileira de Heráldica e Medalhística, Rotary Club de Lorena (fundador e presidente), Centro de Estudos Gustavo Barroso (FFCL – Lorena), Conselho Federal de Técnicos em Administração de São Paulo e PEN Centre de São Paulo . E recebeu os títulos de Cidadão Honorário de Lorena e de Intelectual do Ano (1978), Troféu Piraquara, do Rotary Club.
BIBLIOGRAFIA
REIS, Paulo Pereira dos. Algumas Considerações sobre a Imigração no Brasil. Separata da Revista Sociologia. São Paulo, vol. XXIII, nº 1, março de 1961. 
_____________________. A miscigenação e a Etnia Brasileira. Revista de Historia, nº 48, São Paulo, 1961. _____________________. O Caminho Novo da Piedade no Nordeste da Capitania de São Paulo. São Paulo: Conselho Estadual de Cultura, 1971. 
_____________________. O Colonialismo Português e a Conjuração Mineira. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1964. 
_____________________. Guaipacaré, região e porto do Vale do Paraíba. Revista de Historia, nº 69. São Paulo, 1967. _____________________. O Indígena do Vale do Paraíba. São Paulo: Governo do Estado de S. Paulo, 1978 (Coleção Paulística, XVI). _____________________. Lorena nos Séculos XVII e XVIII. São Paulo: Fundação Educacional Objetivo/Fundação Nacional do Tropeirismo, 1980.

PAULO PEREIRA DOS REIS
MEDALHA COMEMORATIVA

PAULO PEREIRA DOS REIS
SELO PERSONALIZADO
PROJETO

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

MEMORABILIA – ESCRITORES VALEPARAIBANOS –XLVII


CELINA MARIA TAQUES  BITTENCOURT NEPOMUCENO nasceu em Guaratinguetá no dia 25 de janeiro de 1928 e faleceu no Rio de Janeiro no dia 8 de dezembro de 2015 aos 87 anos e hoje comemoramos 91 anos do seu nascimento. Bacharel em Ciências Contábeis, poetisa e pintora.  Em 1951, aos 23 anos, mudou-se para o Rio de Janeiro. Ali estudou na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (1969-1971) e participou do Salão Nacional de Belas Artes (1971). Desde então, participou de inúmeros salões em todo o Brasil e fez várias exposições individuais e coletivas. Na Espanha, em Palma de Mallorca, fez curso de “Pintura Espanhola”.

O primeiro livro publicado pela Poetisa Celina Bittencourt Nepomuceno recebeu o título de “BEIRA SOMBRA” é datado de 1976 e foi editado pela Editora Artenova S\A do Rio de Janeiro. A capa é de autoria de Silvio Negreiros da Artenova e as ilustrações internas são de Heron. 
O livro apresenta sessenta poesias e sete ilustrações em 77 páginas. 
Neste primeiro livro chama a atenção a poesia “NAVEGAÇÃO”, pois Celina tinha como hábito remeter periodicamente uma cópia de suas poesias para os seus irmãos e segundo informações dela todos foram unânimes em elogiar esta poesia. Assim ela prestou uma homenagem a seus irmãos que tanto a incentivavam a escrever e pintar.
Transcrevo abaixo a poesia          
                                             “NAVEGAÇÃO”
Vou deixar tudo de lado:
os deveres não cumpridos, 
o encontro combinado,
as cartas no vão da porta, 
os quadros inacabados, 
a cama desarrumada,
o relógio sem dar corda, 
as venezianas abertas.

O retrato de outro tempo,
as almofadas no chão,
o rosto de minha mães,
o contato com meus filhos,
a lembrança do que amo,
o ramos de flores secas,
os poemas de Tagore,
e os livros amarelados 
em que aprendia estórias.

Vou deixar coisa por coisa,
arrancar minhas raízes,
e nua como nasci
andar com seguro passo,
abrir a porta da rua, 
desenrolar minhas asas
e navegar pelo espaço.

Celina publicou em 1981 um segundo livro intitulado “VERDE VERDADE” pela Livraria José Olympio Editora do Rio de Janeiro. Neste a capa e as ilustrações eram de sua autoria. A apresentação do livro foi feita por sua amiga a escritora e membro da ABL Raquel de Queiróz.
Celina presta homenagem a seu amigo recém falecido na época o escritor e também membro da ABL Odilo Costa, filho. Dentre as oitenta poesias e oito ilustrações e sem qualquer história destaco: “MINHA VIAGEM”.

MINHA VIAGEM

Minha viagem não será através de terras pisadas ou 
mares cortados pela faca dos barcos, cardumes de peixes
e algas que estraçalham no azul suas pétalas verdes.

Nem será um bater diário de asas 
no espaço onde os pássaros manejam
difíceis rumos entre aves metálicas.

Minha viagem não estará cerceada
entre limites de serra,
trilhos de estrada.
trilhas marcadas,
curvas de esfera.

Será uma viagem longa e sem nenhum aparato;
tão simples ato e de tamanho gosto
que prescindirá de terras, ares, profusão de mares
e até do próprio corpo.

Celina, em 1999 publicou pela JD Editores o seu terceiro e último livro que recebeu o seguinte título: “CADA TEMPO UM SENTIMENTO”. A capa e mais dez pranchas ilustrativas internas são de sua autoria. O livro apresenta uma apreciação do escritor Câmara Cascudo sobre a poesia de Celina. O livro possui 130 páginas e está dividida em três partes. 
A Parte I recebeu o subtítulo de “PRELÚDIO EM DOR MAIOR” em lembrança de sua filha Sônia recém falecida onde lemos:

                                         Algumas dores virão
                                         mas nenhuma certamente
                                         tão forte e definitiva
                                         como a dor de te perder
                                         e continuar ainda viva.

A Parte II recebeu o subtítulo de “INTERLÚDIO” é composta de 64 poesias mais amenas;


E a Parte III recebeu o subtítulo de ”FINAL” onde encontramos apenas uma poesia carregada de muita emoção.

domingo, 20 de janeiro de 2019


MEMORABILIA – ESCRITORES VALEPARAIBANOS –XLVI

FREDERICO JOSÉ CARDOSO DE ARAÚJO ABRANCHES nasceu em Guaratinguetá a 20 de janeiro de 1841 e faleceu a 17 de setembro de 1903 em São Paulo aos 62 anos e hoje comemoramos 178 anos do seu nascimento. Feito o curso de preparatórios, matriculou-se na Faculdade de Direito de S. Paulo, recebendo, em 1864, o grau de bacharel. Em 1877, defendeu teses, obtendo o título de doutor. Disposto a seguir o magistério, inscreveu-se em concurso no ano de 1879. Em 1887, foi nomeado lente substituto e, em 1890, catedrático de direito romano.  Jubilou-se em 1903. A 11 de janeiro de 1873, uma carta imperial o incumbia de presidir à província do Rio Grande do Norte. Recusou esse cargo, sendo, então, nomeado presidente do Paraná. Também não aceitou a presidência do Ceará, que lhe foi oferecida a 4 de abril de 1874. Em 1875-1876, governou a província do Maranhão. Senador à Constituinte paulista e deputado provincial em várias legislaturas. No Senado, elaborou o projeto de lei sabre a construção do Teatro Municipal. Foi o último presidente da Companhia de Estrada de Ferro S. Paulo-Rio de Janeiro, hoje Central do Brasil. Exercem, durante muitos anos, a provedoria da Santa Casa de Misericórdia de S. Paulo. Ao falecer, era presidente do Banco de S. Paulo, da Comissão Central do Partido Republicano Paulista. Mereceu, entre outras distinções, a cio hábito de Cristo e o oficialato da Ordem da Rosa, S. Paulo, 1892; "A propósito do plebiscito", S. Paulo. Redigiu "A Imprensa", "A Ordem", "O Constitucional". "A estrela Paulista" e "O Paraíba". Bibliografia: A conspiração paulista'' São Paulo 1892, A dissolução do Congresso Paulista, S. Paulo.

sábado, 19 de janeiro de 2019


MEMORABILIA – ESCRITORES VALEPARAIBANOS –XLVI


HÉLINTON SEBASTIÃO DE ALVARENGA nasceu em Tremembé a 18 de janeiro de 1931 e era filho do poeta taubateano Carlos Alvarenga e de Da. Gaíde Hottum de Alvarenga  Tendo parentes no Rio de Janeiro, transferiu-se, ainda criança, para a capital da República onde fez o curso primário no grupo escolar "Bezerra de Menezes”, e o secundário no Colégio Militar, concluindo também o científico. Colabora na imprensa carioca, escrevendo com mais frequência para a revista "Aspirante'', órgão do Colégio Militar. Figura na coletânea de "Poetas do Norte de S. Paulo". de Inocêncio Candelária. Poeta. Bibliografia: "Divagando por poesia, in "Poetas do Norte de S. Paulo Inocêncio Cancelaria, "Gazeta de Mogi das Cruzes, 1951.


                  DIVAGANDO

Há, uma estrela no Céu...  mas, é só minha,
porque ela está comigo, a todo instante,
acompanhando o meu olhar errante,
clareando a minha vida tão mesquinha!

Há uma estrela no Céu... vejo-a sozinha,
a ofuscar as demais, bela e constante!
Semelha a um refulgente diamante,
que não pensara, nunca — uma rainha!

Há uma estrela no Céu... de minha vida ...
Somente eu a vejo! A mim, somente,
ela refulge, no Infinito erguida!

Mas, eia não me escuta. . . não me sente. . .
Não quer o meu amor... Eu clamo, em vão...
porque ela é humana!... e trai meu coração...